Pré-fabricados

O potencial e a evolução dos na construção brasileira

A construção, em seus vários segmentos, está inserida na cultura geral dos povos: na história, economia, arquitetura, política e sociologia. Ela estabelece o nexo entre a criatividade do arquiteto e os modelos práticos em que o pensamento adquire forma, consistência e espaço. Os avanços são lentos, às vezes extemporâneos, mas invariavelmente obedecem ao influxo dos grandes movimentos econômicos e históricos, sejam coletivos envolvendo comunidades inteiras, sejam mais específicos de menor abrangência social.

A evolução se dá por etapas, como se galgasse degrau à degrau, uma escada sem fim. E em países como o Brasil, onde o desenvolvimento e o subdesenvolvimento se mesclam segundo contingências da economia – ou andam paralelos, separados por enorme fosso de carências de toda ordem – a construção é um espelho nítido dessa realidade: apresenta técnicas extremamente avançadas, ao lado de técnicas artesanais, arraigadas na tradição ou em cego conservadorismo.

Nesse universo, é inegável que a luta de alguns setores em favor da racionalização dos processos construtivos começa a apresentar resultados auspiciosos, consideradas as limitações de mercado e apesar da falta de uma política oficial voltada ao estímulo de pesquisas – o que em contrapartida, contribui para realçar ainda mais o esforço isolado de empresários e de entidades como a Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC) no sentido de promover a evolução.

É em razão desse esforço que, caso se folheie hoje, retrospectivamente, o calendário de alguns anos passados, constata-se que a situação mudou muito. Impulsionados pela necessidade de racionalização, os pré-fabricados deixaram de ser uma expectativa para se converterem em base real de uma ascensão da construção, setor que mais uma vez, na atual fase de demanda de edificações industriais, está conseguindo dar respostas rápidas e absolutamente adequadas, no quadro de suas possibilidades, à agilização do mercado proporcionada pelo plano de estabilização econômica do governo federal. Esse avanço concreto consolida o consenso de que os componentes para fundações, pilares, cobertura ou fechamento lateral atendem, de modo satisfatório e eficiente, as exigências de economia, prazo e qualidade técnica eventualmente requerida por edificações destinadas a várias funções, em especial as que contemplam amplos espaços, característica dos prédios industriais.

Na raiz desse consenso está a decorrência natural de experiências assimiladas por arquitetos, engenheiros ligados ao desenvolvimento de cálculo estrutural – de que é notável exemplo o professor Augusto Carlos Vasconcellos, que vem prestando assessoria e contribuindo para a evolução segura do sistema – e o empenho de fabricantes que, ousadamente, vão afastando do meio do caminho os fatores impeditivos da maior difusão e aplicação de componentes.

As raízes históricas

“A industrialização está essencialmente associada aos conceitos de organização e de produção em série, os quais deverão ser entendidos analisando de forma mais ampla as relações de produção envolvidas e a mecanização dos meios de produção. A história da industrialização identifica-se num primeiro tempo, com a história da mecanização, isto é, com a evolução das ferramentas e máquinas para a produção de bens.” A feliz definição se encontra no livro Arquitetura, Industrialização e Desenvolvimento (Editora Perspectiva), de Paulo J. V. Bruna, em que ele explica, didaticamente, os caminhos que podem conduzir à evolução da construção.

Na Europa ocorreram fenômenos diversos que ensejaram o emprego do sistema pré-fabricado, em um contexto voltado, de início, para a racionalização. Um deles foi a extrema necessidade de reconstrução, após a Segunda Guerra Mundial. Assim, o período de 1945 a 1950 caracterizou-se pela extraordinária demanda de construções, notadamente habitação. Mas os programas de recomposição urbana e cicatrização das feridas deixadas pela guerra priorizavam também a reconstrução de escolas, hospitais, indústrias, pontes etc.

Não só a guerra ocasionou a demanda. Em anos anteriores à conflagração, nas décadas de 20 e 30, alguns países europeus, como a França, haviam congelado aluguéis e desestimulado investimentos na construção civil, por força de legislação falsamente paternalista, segundo Paulo Bruna, originada em movimentos socialistas da época. E, além de desestimular investimentos, alguns governos simplesmente deixaram de realizar construções. É claro que havia as exceções, mas estas apenas confirmavam as regras. Portanto, quando hoje se diz que a Europa praticou um inédito programa de reconstrução, deve-se levar em conta que ele tinha em vista não só as construções destruídas pelos bombardeios, mas todo um grande patrimônio habitacional dilapidado, já que em amplo período anterior ao conflito não se havia investido maciçamente no setor – em novas construções ou na manutenção das existentes. Quando Eugéne Claudius Petit assumiu o Ministério do Urbanismo e da Reconstrução francês, em setembro de 1948, teve pela frente uma demanda semelhante à que se observa hoje aqui, considerando-se os termos e as implicações históricas respectivas. O fato é que ele dizia ser necessário refazer por volta de dez milhões de habitações, incluindo nessa projeção tanto as destruídas pelas bombas quanto as danificadas pelo tempo ou outros fatores.

Mas a escassez de recursos nos países esgotados pela guerra orientou e determinou prioridades: a reconstrução de indústrias, sistemas de comunicação, transportes, pontes, viadutos etc. A situação era de tal ordem que a Inglaterra controlava com rigor o direito de construir, já que os investimentos e os materiais necessários eram fundamentalmente canalizados para fins sociais ou de produção. Essa fase foi muito importante, pois fortaleceu a consciência da necessidade da racionalização dos componentes, e caracterizou-se por uma impressionante objetividade no uso dos materiais – haja vista os exemplos de dois programas de construções escolares colocados em prática na Inglaterra, o Scola e o Intergrid, bastante significativos em termos de racionalização. Esta abrangia todas as fases da obra: do projeto, passando pela estrutura, aos pormenores mínimos das instalações, com a produção de componentes desenhados criteriosamente para esse fim.

O desenvolvimento da racionalização ensejou os estudos que levaram à coordenação modular. E a coordenação modular experimentou período de notável expressão na Holanda, movimento centralizado no Bowcentrum, em Roterdã. Ali, os estudiosos propunham a construção de grandes edifícios cujos projetos permitissem ágil versatilidade de divisões internas, baseada em vãos de porte médio e no intercâmbio dos componentes.

Foi uma etapa rica no progresso da construção que posteriormente evoluiu para a substituição de componentes. É quando tem início a produção cada vez mais intensiva de componentes mediante sistemas industrializados de pré-fabricação. Um processo que começa no canteiro e progride gradativamente para a usina fixa. Há um período nessa travessia do canteiro para a usina. Mas uma travessia, segundo Paulo Bruna, muito coerente, muito contínua. Alguns fatores históricos e econômicos esclarecem esse avanço da racionalização para a substituição de componentes e da pré-fabricação para a industrialização.

Na década de 50 a Europa viveu o período do boom do crescimento, propiciado também pelo Plano Marshall. A reconstrução deixara de ser motivo para uma simples injeção de recursos e se tornara um canal de desenvolvimento extraordinário. O operário qualificado começou a obter reais vantagens salariais. A mão-de-obra qualificada emigrou, aos poucos, da construção civil, que não tinha meios de oferecer melhores salários, para as indústrias. Como tocar os enormes programas de reconstrução sem mão-de-obra? Alguns países europeus tentaram solucionar esse problema escancarando a porta à imigração, estimulando os operários da construção civil a deixarem sua terra de origem, os países mais pobres da bacia do Mediterrâneo e de outras regiões. Tanto assim que na França há consideráveis contingentes de portugueses, marroquinos e argelinos; na Alemanha, sicilianos, turcos e gregos; e, na Inglaterra, hindus, paquistaneses, jamaicanos etc.

Em geral, essa massa de trabalhadores não era qualificada e, portanto, recebia salários considerados baixos. Então surge a indagação: como produzir, segundo parâmetros técnicos adequados, sem mão-de-obra capacitada? Haviam duas saídas: promover sua qualificação, o que seria oneroso e demorado – e a rigor não convinha qualificar operários imigrantes, contratados temporariamente, ou introduzir um grau de competência e qualidade na construção que só a máquina poderia dar. Passou-se, então, a substituir as funções de canteiro pela mecanização, elevando o nível organizacional dos critérios de produtividade.

Cada vez mais mecanizada, a indústria da construção se tornou complexa e num certo momento, ficou claro que os investimentos nela aplicados só poderiam ser satisfatoriamente amortizados se houvessem grandes demandas – e contínuas. As políticas de evolução das técnicas, o aprimoramento dos equipamentos, resultantes de experiências e da análise de aperfeiçoamentos tecnológicos amadurecidos na prática, com absoluta competência e coerência. E os exemplos são numerosos, tanto na França, Holanda, Inglaterra quanto em outros países.

Na União Soviética optou-se pela construção industrializada tendo em vista a necessidade da produção em massa de edificações. Ali tem sido utilizada a pré-fabricação pesada de células modulares completas. A Escandinávia escolheu o sistema alveolar. E nos Estados Unidos deu-se ênfase à produção de componentes industrializados e novos materiais e à racionalização da construção de estruturas.

Os avanços no Brasil

É inegável que o sistema pré-fabricado tem avançado muito no Brasil, havendo porém muito terreno a recorrer. Os avanços já obtidos refletem, de certa forma, seu potencial.

A ABCIC vem se empenhando pelo maior avanço do pré-fabricado e tem comumente avaliado programas de governos estaduais que prevêem o emprego da pré-fabricação na construção de obras para vários fins. No geral, entende que essa tendência não deve ser inibida. Mas acha que as empresas detentoras de técnicas e experiências, acumuladas na prática diária o trabalho desenvolvido junto a projetistas, no canteiro ou em usina, deveriam ser consultadas, pois a medida em que houvesse esse tipo de integração governo-empresas, a tecnologia experimentaria maior processo de aprimoramento e evolução. E com uma extraordinária vantagem adicional: ajudaria a consolidar cada vez mais a memória técnica, imprescindível ao desenvolvimento do setor. Hoje, nota-se que o país poderia obter ainda mais avanços na área do pré-fabricado, caso houvesse uma política dirigida para as pesquisas e para o aprimoramento das técnicas existentes.

De qualquer modo, é óbvio que ao longo do tempo – e em razão do empenho e do fortalecimento de algumas empresas – foram surgindo no país vários processos construtivos. O fato, porém, é que, com a criação do Banco Nacional da Habitação (BNH), em 1966, o governo adotou uma política equivocada de desestímulo à industrialização, na expectativa de incentivar o emprego maciço de mão-de-obra não qualificada em canteiro. Isso teria atrasado ainda mais o processo de industrialização, caso empresários, vislumbrando as amplas possibilidades do pré-fabricado no futuro, não entrassem numa luta, isolada, mas consequente, para mudar o quadro.

Prova evidente dos avanços referidos é a norma produzida pela Associação Brasileira de normas Técnicas (ABNT) que fixa as condições exigíveis, no projeto, para a execução e controle de estruturas pré-fabricadas de concreto armado ou protendido. Ela se aplica, segundo a entidade, também a estruturas mistas: aquelas construídas parcialmente de elementos pré-fabricados e moldados no local. Ao pormenorizar a finalidade do trabalho, a ABNT assinala que o objetivo imediato da norma é o uso de estruturas pré-fabricadas em edifícios. Suas prescrições podem, entretanto, ser usadas, desde que pertinentes, no projeto e execução de estruturas para fundações, obras viárias e demais elementos de utilização isolada.

Principais Benefícios

Qualidade nas especificações, procedimentos e controles rígidos com rastreabilidade em todas as etapas do processo produtivo através de laboratório próprio.

Segurança nos projetos detalhados e planejamento eficiente, que asseguram o melhor desempenho as obras.

Velocidade com a redução do tempo de execução, em função dos processos industrializados, dos prazos que são cumpridos rigorosamente e da otimização do canteiro de obras.

Precisão do planejamento com cronograma de custos definidos, o que gera Confiabilidade, pois há previsibilidade total no planejamento das etapas do cronograma físico e financeiro.

Versatilidade na grande variedade de alternativas estruturais e arquitetônicas, possibilitando diversos tipos de acabamentos e futuras ampliações.

Economia com a maior rapidez da obra, que simplifica a execução das etapas complementares, à redução significativa de desperdícios e baixo custo de manutenção, propiciando uma melhor relação custo / benefício e a antecipação do retorno do investimento.

Tecnologia com investimentos permanentes e inovadores no setor, a fim de suprir as demandas do mercado, respeito às normas ABNT, novos produtos, racionalização das soluções construtivas e treinamento dos profissionais.

Garantia da concretização do projeto sem imprevistos, seguindo escopo, prazos e custos pré-definidos.

Suporte Técnico de profissionais qualificados da concepção à conclusão da obra.

Respeito ao Meio Ambiente na utilização de matéria-prima e processos de baixo impacto ambiental, eliminação do desperdício de produtos, resíduos e entulho, resultando em obras mais rápidas e limpas.

Responsabilidade Social no estímulo ao desenvolvimento humano e profissional, alta produtividade, ótimas condições de medicina e segurança do trabalho e o comprometimento com o bem-estar pessoal.

Processos Tecnológicos

Projeto

A qualidade de uma obra começa por um projeto claro e eficiente. Profissionais qualificados e experientes conciliam a arquitetura e as necessidades de cada cliente à uma solução construtiva racional com especificações detalhadas que garantem o desempenho esperado.

Planejamento

Na Protenza a construção deixa de ser um processo artesanal tornando-se um processo sistematizado e racional. Planejamos todas as etapas visando otimizar os recursos, minimizar riscos e garantir o cumprimento das metas de qualidade, custos e prazos pré-estabelecidos.

Produção

A automatização na produção dos elementos construtivos assegura a qualidade, durabilidade e o desempenho. Dispomos de recursos na produção e na operação dos processos executivos, possibilitando especificações, procedimentos e controles rigorosos desde o recebimento da matéria-prima até a estrutura montada.

Montagem

Através do processo sistematizado desenvolvemos a montagem da obra, simplificando a implantação e a organização do canteiro. Com equipe treinada e especializada se reduz o efetivo humano e o estoque intermediário de materiais no local, realizando a obra com maior agilidade e rapidez.

Garantia

Todos os produtos e serviços Protenza são garantidos contratualmente. Além disso, o empreendedor pode confiar na experiência e na estrutura empresarial sólida e profissional de um grupo de ponta que apresenta um portfólio admirável, com mais de 500 obras já concluídas em dezessete anos de existência.